vamos desabafar um pouquinho

Continuo não estando na vibe de abrir muito o que venho passando. O que é engraçado pra mim, pessoa que sempre escreve e fala sobre tudo que sente. Mas não tenho tido vontade.

Resumirei pra vocês: tenho tido crises de ansiedade. Crises mesmo: palpitação, aperto no peito, sudorese, dor epigástrica, náuseas, inapetência… O pacote completo. Nas crises, tenho medos de “perder o controle sobre mim mesma ou sobre meus sintomas” e tudo mais. Coisas que eu estudava na faculdade e agora vejo acontecerem em mim (é tão diferente ler numa página de livro e viver…).

Quando acontecem? Começaram acontecendo de manhã, na hora de ir pro trabalho, e no começo da tarde, na hora de voltar do almoço pro trabalho. Agora chegaram num ponto em que os sintomas estão quase constantes, com exacerbação ainda nestes horários do dia. Os sintomas são desconfortáveis, prejudicam minha qualidade de vida, meu sono e, consequentemente, a qualidade do meu trabalho. O que é muito difícil pra mim, pessoa que se cobra pra fazer sempre o melhor, sempre com perfeição. E aí ver minha qualidade de trabalho prejudicada me deixa ainda mais ansiosa. E… tcharam! Temos um ciclo.

Quando me dei conta de que tinha caído nesse ciclo terrível, corri pra procurar ajuda (como comentei em outro post).

Os motivos pra isso acontecer são muitos, e talvez eu ainda não tenha plena consciência de todos eles. Provável que a terapia vá escavar mais um tanto de coisas enterradas nessa alma que vos escreve.

Mas é engraçado: na última vez da minha vida em que estive mal a ponto de procurar esse tipo de ajuda, eu estava desesperada e simplesmente perdida. Dessa vez, a crise anterior já me ensinou a lidar com o sofrimento psíquico de forma um pouco mais paciente e tranquila. Estou sofrendo, mas estou sofrendo relativamente tranquila. É estranho isso? Pois é como me sinto.

Talvez por saber que as crises me ensinam um tantão de coisas e fazem crescer meu autoconhecimento a níveis incomparáveis. Sofrimento é uma enorme oportunidade de crescimento e desenvolvimento, especialmente quando utilizamos das ferramentas corretas parar lidar com ele. Eu sei que tenho capacidade de aprender muito com o sofrimento pelo qual passo hoje. E que, estando mais uma vez bem e forte, poderei usar desse aprendizado para ajudar outras pessoas em sofrimentos parecidos.

É parte da beleza da vida, não é? Este monte de sentimentos e confusões…

 

pequena (grande) constatação

tenho sido a cada dia mais e mais feliz, completa e realizada com a minha vida

quanto mais feliz, completa e realizada tenho sido com a minha vida…

menos tenho me importado com a opinião dos outros a respeito dela.

e longe de isso me tornar egoísta ou me afastar das pessoas!

na verdade…

isso tem me feito sentir cada vez menos: rancor, raiva, impaciência, etc.

e cada vez mais: gratidão, amor, paz, plenitude, etc.

(conclusão: eu me preocupava demais pensando que “nunca era suficiente para os outros”, que os outros “sempre esperavam o pior de mim”, e coisas semelhantes, mas… a verdade é que eu dava valor demais à opinião alheia pela insegurança que causava não me bastar. estava em mim, não nas outras pessoas, a solução. gratidão liberta…)

mais um dia

Ainda triste. Consciente, porém, de que assumir uma posição “coitadista” e ficar apenas reclamando não resolve nada.

A situação está aí, e não há nada que se possa fazer para mudá-la (agora, pelo menos). Não tenho opção a não ser treinar pra ser paciente e… Esperar. Detesto esse tipo de pensamento – de que não há nada que eu possa fazer a não ser esperar. Não sou dessas, sabe? De ficar sentada olhando a vida passar… Prefiro ir lá e resolver logo, de uma vez. E mudar. E fazer coisas.

Só que dessa vez, não dá, mesmo.

Cinco meses determinantes na minha vida estão por vir. Talvez seja bom aproveitar esse restinho de estabilidade, já que minha vida virará de pernas pro ar em breve (embora eu anseie por mudanças, tenho de estar preparada pra elas).

Depois desses cinco meses, poderei mudar muitas dessas coisas que agora me angustiam. Mas sempre existirá, na minha vida, coisas sobre as quais eu não terei controle. E que exigirão de mim nada além de… Paciência.

E é isso.