and again and again and again

Vez ou outra me cutuca a velha e mal humorada senhora, aquela, chamada Saudade.

 

Mas aí tenho de me lembrar que a vida é assim mesmo. Que minhas oscilações de humor são absolutamente normais e compreensíveis.

 

Então a outra senhora, tão velha quanto porém melhor humorada, chamada Paciência, vem me pegar pela mão e dizer que é tudo questão de tempo.

da ignorância e como ela me irrita

“Por mais que as feministas tentem
negar, há muitas evidências de que elas idealizam a condição masculina. Essa
idealização pode ser sintetizada no seguinte argumento: “Eles são felizes e nós não!”
No discurso das feministas, a igualdade consiste num tipo de negação do feminino,
pois elas acham que o conceito de feminino é uma construção machista. O que elas
chamam de “desconstrução da heteronormatividade” é a destruição de paradigmas
que separam os sexos. Sem esses paradigmas, as feministas ficam livres pra tirar dos
homens o monopólio da masculinidade. Assim, elas feminilizam os homens e
masculinizam as mulheres!
Contudo, a ideia que as feministas possuem do masculino é a ideia mais exagerada
possível. O masculino para elas é dominância e poder. Portanto, as feministas não
invejam todos os homens, mas apenas os homens dominantes, poderosos.
Se vocês lerem os artigos escritos pelas feministas, perceberão que a questão da
dominação aparece o tempo inteiro. A ideia de que os homens dominam, controlam as
mulheres, é sedutora para as feministas.”

Sedutora? Que? HIUHSAEIUHSAEUISEHIUSAHSAEIUASEHUAISE gente do céu, que monte de lixo ignorante é capaz de passar pela cabeça de uma pessoa.

(desculpem. ando meio intolerante com comentários machistas)

Queridinho, não “idealizamos”  a condição masculina por que achamos que os homens são mais felizes. Nós lutamos por direitos básicos, previstos inclusive na Declaração dos Direitos Humanos, tão básica que ela é. Não estamos tentando “masculinizar as mulheres” e nem mesmo “feminilizar os homens”. Estamos tentando que as pessoas possam ser como bem entenderem e ainda serem respeitadas por isso(oi, Declaração dos Direitos Humanos). Apenas chegou-se à conclusão de que uma mulher não precisa ser condenada à dupla jornada de trabalho fora-e-dentro-de-casa só por ser mulher, e sim que as tarefas domésticas devem ser compartilhadas por ambos os sexos, de modo que não faz sentido você obrigar a menininha a brincar só com panelinhas, ferrinhos de passar roupa e casinhas. Se ela quiser, tudo bem. Mas ela também pode brincar de carrinho, se quiser. E o menino que quiser brincar de casinha, pode também – sem ser rechaçado por isso.

Agora, não sei de que “discurso das feministas” em que há “negação do feminino” você está falando, mas dentre as que eu leio, muitas gostam de sapatos, roupas, maquiagens e coisas “consideradas femininas”. Apenas tem a visão de que as pessoas não são obrigadas a gostar de coisas “consideradas femininas” para serem mulheres. Eu odeio, detesto sapatos de salto alto. Prefiro allstar ou sapatilhas. Também não tenho gosto por usar maquiagem (às vezes dá vontade, mas é raro). Mas adoro vestidos. Entende? É uma questão de gosto, não de gênero.

Hm.

saudade

o que me torturou hoje nem foi aquela dor aguda, que me tirava a paz e o sono. aquela, ao que parece, foi embora (talvez só por enquanto, quem pode saber?, mas foi). o que me tortura agora é a saudade. mais uma vez as lembranças vieram e me fizeram querer chorar sozinha, num cantinho (mas me recusei a fazê-lo, chega disso).

e tome mais uma dose de paciência pra aguentar tudo isso em paz…

da esquisitice humana

O fato é que nós, seres humanos, somos extremamente primitivos. Facilmente nos deixamos levar por sentimentos infundados, irracionalidades e instintos…

Você já reparou como é fácil que um indivíduo qualquer se deixe levar por ciúmes? E como esse pode ser um sentimento altamente destrutivo, baseado unicamente em insegurança e sentimento de posse (por algo que nunca possuímos, na maior parte das vezes)?

No fundo, o ciúme é uma forma de egoísmo. Queremos controlar e possuir, interferindo na liberdade de outra pessoa, baseados em nosso próprio mal-estar. Mal-estar este que é fundamentado no medo. Ou seja, por causa de nosso próprio medo e insegurança, preferimos que uma pessoa esteja infeliz mas sob nosso controle do que tenha uma vida saudável e feliz além de nós mesmos.

Aí, falando sério. Somos todos doentes, essa é que é a verdade. Todos precisamos de terapia.

da incompreesão

Há coisas na vida que não tem explicação aparente…

De repente a gente é surpreendido por notícias que parecem ir contra a ordem natural das coisas…

… e aí eu me dou conta de minha finitude como ser humano, da pequenez da minha sabedoria, e do quanto eu não entendo nada sobre ordens naturais.

As novas e velhas dores que nos fazem agarrar à nossa fé com toda força.