da minha vida e seus incríveis fragmentos

O final de semana foi lindo. Eu passei três horas largada no sofá assistindo TV, brinquei com o cachorro, saí pra fazer compras e tomar café com minha mãe e irmãs, saí com meus amigos e ri muito, muito mesmo, de sentir meus músculos da face doerem, fizemos um churrasco com a família completa… Eu descansei. Finalmente. Depois dessa última semana, o gosto de recompensa tornou tudo melhor ainda.

Eu tenho uma vida que é o máximo. Ela tem suas (muitas) peculiaridades, mas seus momentos são sempre únicos, intensos e marcantes.

E eu adoro isso.

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lá se vai mais um

Acabo de chegar de mais um plantão. Já estou habituada a eles – tornaram-se parte da minha rotina, e já nem sinto mais a diferença que fazem no meu final de semana. A vida das pessoas continua, a minha é que é diferente, mas tudo bem. Escolhi medicina completamente ciente disso, não é?

O engraçado é que os plantões no final de semana diminuem consideravelmente minha vida social e me mantém mais longe de muitas pessoas que amo. Os comentários e perguntas sobre quando volto surgem. Vez ou outra me sinto como se cada grupo de pessoas segurasse um pedacinho da Paula e tentasse me puxar na sua direção, e então eu estivesse prestes a arrebentar, fazendo voar milhares de pedacinhos de Paula pelo ar. Mas nem estou reclamando, não. Apesar de que adoraria me dividir e passar mais tempo com cada um deles, também é legal saber que sentem nossa falta. É a vantagem de estar por perto com menos frequência.

(mas tenho sentido saudades)

Agora chove, faz frio e estou cansada. Como diz minha companheira de plantão de hoje: “minha cama, minha vida!”.