escolhendo as músicas para a janta de formatura

Quero que todas tenham alguma relação com minha trajetória ao longo desses 6 anos – que me façam lembrar de momentos que marcaram essa história.

julyyyy she will flyyyy and give no warning to her flight

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rise

 

Essa é minha favorita do álbum do Eddie Vedder. Filme foda e trilha sonora fantástica.

E essa é minha favorita (perde por pouco pra “hard sun”). Volta e meia a ouço outra vez e, aí, passo semanas ouvindo ininterruptamente.

 

gonna rise up burning black holes in dark memories
gonna rise up turning mistakes into gold

parênteses

(se me permitem, deixarei de lado a política por enquanto – embora esteja, ainda, pensando e estudando muito a respeito)

Hoje fez um lindo dia de inverno. Saí pra caminhar.

Sair pra caminhar virou uma terapia, nos últimos tempos (vocês podem perceber pela quantidade de posts descrevendo algumas delas). É um caminhar lento, que é pra exercitar a capacidade de ver beleza nas coisas e reencontrar “aquela” felicidade, tão interior, que exige esforço e concentração. Engraçado que, com um pouco de prática, pode-se ver beleza e encontrar paz com uma porção de coisas pequenas e aparentemente bobas.

Uma das minhas partes favoritas é quando abro a porta e saio – adoro sentir o vento, que é a primeira coisa que me faz feliz nessas caminhadas. Também acho linda a forma como a natureza consegue se embrenhar no nosso cinza-feito-por-gente: plantas crescendo nas rachaduras da calçada e dos muros, subindo nas paredes; folhas caindo no chão e tomando o asfalto. Se tem uma coisa que me deixa encantada é quando passa algum carro e levanta as folhas todas, deixando-as num redemoinho de vento e pó. As pequenas belezas dessas caminhadas me distraem da vida.

Quando me distraio da vida, sinto-me como se tivesse absoluto controle sobre mim e minhas emoções. Brinco de conversar com elas e organizá-las, categorizá-las, colocá-las nos seus devidos lugares. Explicá-las, especialmente, e justificar a presença delas pra minha consciência. É bom. Volto das caminhadas me sentindo mais equilibrada, mais tranquila e mais feliz.

Hoje aproveitei pra organizar algumas coisas que andavam me entristecendo e confundindo. Mais uma vez, concluí: ainda é por amor. Do meu jeito assim meio torto, que é o único jeito que sei ser, mas ainda é amor. Perdoei-me; é impossível tomar sempre atitudes que deixem todos felizes de imediato.

Lembrete: sempre desconfiar da felicidade imediata, instantânea! A felicidade é uma construção. Lancei sob a minha alicerces muito fortes: de que a vida é cheia de surpresas e tem a mania de nos tirar aquilo a que somos apegados. No entanto, isso nos dá a incrível chance de descobrir que podemos, sim, ser felizes sem as nossas “seguranças”. Hoje sei que, não importa o que me seja tirado, terei sempre de novo a chance de redescobrir essa estranha senhora, que se faz de cega e surda – a dona Felicidade.

bach

 

Vocês sabem que sou fascinada por música clássica. Bach é um dos meus favoritos, e também foi um dos que primeiro conheci. Encanta-me tanto na música clássica o quanto ela é sensitiva… É só ver na expressão de quem executa – a mulher desse vídeo, por exemplo, parece estar em transe, tocando de olhos fechados…

Lindo.