a corrida

Há pouco mais de três semanas, tenho saído regularmente (três vezes por semana, mais especificamente) para correr à beira mar.

Durante a corrida, deixo meu pensamento solto. Ele passeia por onde quer; imagino, devaneio, monto e desmonto teorias, escrevo textos e textos mentalmente. Questiono o mundo, faço autoterapia, e até amo em pensamento todas as pessoas que estão longe de mim.

Além disso, também é um momento de me concentrar no meu corpo, suas posturas, reações e sentidos. O controle da respiração, do ritmo da corrida, a queimação muscular – levo tudo ao limite. Estico. Levo mais adiante. Concentro-me no meu próprio corpo como não faço em todo o resto do tempo.

Ao fim da corrida, sinto-me leve, viva e liberta duas vezes: física e mentalmente.